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Beatriz Dizotti nadadora e ex-aluna CPN, garante vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Fotos: Satiro Sodré/SSPress/CBDA/Arquivo Familiar

Beatriz Dizotti nadadora e ex-aluna CPN, garante vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio

A Nadadora do Minas Tênis Clube conquistou a vaga na prova de 1.500 metros livre feminino.

Beatriz Dizotti começou a nadar com apenas dois anos de idade na escola de natação perto da sua casa. Depois, com três anos ela foi matriculada na CPN Tatuapé, unidade que ficou até os seis anos de idade.

Ouça o áudio da entrevista:
“Eu me lembro muito pouco, era bem pequena. Mas lembro que era muita animação para trocar de touca, já que tinha várias cores de toucas e níveis. Lembro que passei pelas três piscinas e pular de uma piscina para a outra era muito emocionante”, comentou a atleta de 21 anos.

Sempre disposta a nadar desde muito nova, Beatriz e sua família sabiam que ela teria um futuro brilhante pela frente, mesmo não sendo fácil a caminhada. “Minha mãe fala que eu sempre amei água, desde pequena. Lembro na CPN que quando fui para a equipe de treino, passando da piscina média para grande fiquei muito feliz e achando que ‘agora eu nadava muito’, falou Beatriz.

Na CPN, logo quando entrou, Beatriz foi aluna da professora Edite, que comentou sobre a passagem da aluna prodígio. “ Ela nadou comigo, quando entrou, fui sua professora por muito tempo, a mãe mudava de horário quando ela passava de nível para eu acompanhar ela na natação, depois, ela foi aluna do Allan na piscina grande e acabou indo para o treinamento na época, ela era uma criança que tinha muita habilidade na natação, muita esperta”, relembrou Edite.

Essa garota esperta acabou evoluindo cada vez mais nas aulas e depois da CPN seguiu direto para o Corinthians, clube que teve contato com as primeiras competições e que ficou por oito anos. Após o Corinthians, Beatriz ficou um ano no SESI, em 2016, e no ano seguinte foi para o Esporte Clube Pinheiros.

No começo de 2019, estava na Miami University, nos Estados Unidos, local em que teve a certeza de que queria nadar e continuar seguindo os seus sonhos. Voltando ao Brasil ela já encontrava uma nova casa: o Minas Tênis Clube. Antes da pandemia, ela se mudou para Belo Horizonte encontrava no Minas sua nova família. "O Minas inteiro é muito caloroso, muito receptivo, quando eu não estava tão bem meus colegas de time me puxavam muito, nos primeiros seis meses em Minas Gerais, eu sentia que tinha uma família no clube e é o que eu sinto até hoje"., comentou.

Na pandemia ela não parou. Focada em buscar a marca olímpica, de 16m32s04, ela voltou para São Paulo e ficou apenas três dias sem treinar. Ela conseguiu um abaixo assinado dos moradores de seu condomínio para usar a piscina, o que ajudou na sua preparação para a Seletiva Olímpica, única chance dos nadadores brasileiros conseguirem uma vaga nos Jogos Olímpicos na natação.

"Antes da pandemia eu não estava bem. Eu me senti em casa, quando voltei. Consegui colocar minha cabeça do lugar, apesar de ser um momento deliciado para o mundo, foi um momento em que eu coloquei a cabeça no lugar, foi uma virada de chave, e consegui me focar para meu principal objetivo, que era a Seletiva", comentou.

Na Seletiva ela chegou na sua melhor forma. “Estava extremamente tranquila na Seletiva, aconteceu; estar calma foi a chave disso tudo. Eu entrei na prova sem pensar muito, eu queria nadar abaixo do índice e sabia que eu tinha que bater na frente. O objetivo era bater na frente dentro da estratégia”, comentou.

E foi o que ela fez. Em abril deste ano, Beatriz Dizotti foi um dos principais destaques da Seletiva Olímpica de natação, realizada no Parque Aquático Maria Lenk no Rio de Janeiro (RJ). A atleta nadou abaixo do índice olímpico e ainda quebrou o recorde brasileiro da prova dos 1.500 metros livre feminino e garantiu seu lugar nos Jogos Olímpicos de Tóquio neste ano. Dizotti nadou a prova em 16min22seg07 e conquistou a vaga para seus primeiros Jogos na carreira.

"Depois de tudo o que eu tinha passado, vivido, realmente passou um filme na minha cabeça e aquele momento foi único. Aprendi que não são só quatro anos de preparação para um Jogos Olímpicos é minha vida inteira para chegar nesse momento. Minha vida inteira foi pensando nisso. Desde pequena sempre fui muito focada e abdiquei muito para o esporte. Sempre treinava muito ao invés de sair com amigos e etc, era muito focada”, disse.

Beatriz irá para sua primeira Olímpiada, e mesmo que ainda “não tenha caído a ficha”, ela não sente a pressão e continua com o trabalho mental de ter pensamentos. " Estou muito tranquila, estou tentando deixar tudo muito leve, treinar cada vez melhor que coisas boas vão vim. Não estou pensando muito no futuro, estou pensando um dia de cada vez. Treinar mais é o objetivo", falou Beatriz.

Aos 21 anos, Bia já é inspiração para muitas jovens nadadoras e já é um grande nome para alavancar ainda mais a natação feminina e seus resultados.

" Acredito que para a natação feminina crescer é preciso mais apoio, que é o essencial e ter em quem se inspirar. E hoje estou muito feliz de servir de inspiração para muitas meninas que sonham em chegar cada vez mais longe, eu tive essa imagem próxima em quem me inspirar e sou muito feliz por isso”, finalizou.

Vídeo da entrevista:

Instagram da Beatriz Dizotti @beadizotti

Tags

Beatriz Dizotti, Nadadora, CPN, Jogos, Olímpicos, Tóquio, 2020

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